BÁTEGA /2026

Setembro de 2026, 3-6 e 12-13 às 19h, 19-20 às 18h45, na Praia da Bela Vista‍ ‍
disponível para circulação ‍ ‍  portal de recursos

Espetáculo de teatro sem palavra apresentado no areal e no mar da Costa da Caparica.
Em cena, quatro pessoas tentam uma vida normal.

BÁTEGA pertence à Trilogia Azul, uma série de espetáculos com o mar, o céu e o horizonte como ponto de partida. Será, por um lado, um jogo com a impossibilidade de se construir um espetáculo no oceano e, por outro, um tratado da cegueira humana perante o dilúvio.

Uma criação de Sílvio Vieira, em colaboração com Daniela Leitão e Rafael dos Santos.

M14 | 60 minutos


  • É essencial trazer roupa quente (estação outono-inverno), adequada a uma sensação térmica à hora do espetáculo que pode chegar aos 15 ºC com possibilidade de vento.

    O público senta-se no areal, perto da zona de rebentação, e de frente para o sol. Recomenda-se vivamente o uso de óculos e chapéu de sol, assim como calçado resistente à água ou impermeável.

    Ponto de encontro

    Nas récitas de 3 a 13 de Setembro, às 18h45 na Praia Naturista da Bela Vista (aqui), para controlo de entradas.

    Nas récitas de 19 e 20 de Setembro, às 18h30 no mesmo local.

    À hora estipulada, estará presente um elemento da nossa equipa com uma placa azul.

    Como chegar

    • Carro até ao estacionamento da Praia da Bela Vista.

    • Transporte público (comboio ou autocarro) até às estações do Pragal ou Corroios, seguido de TVDE até à Praia da Bela Vista, com um custo que ronda os 5-8 euros.

    • Chegando à praia pelo estacionamento, o local exato do ponto de encontro fica a cerca de 300 metros à esquerda, aqui.

    Este espetáculo depende da luz solar e não podemos atrasar o seu início. Recomendamos que o público chegue à praia com bastante antecedência, considerando o trânsito da Ponte 25 de Abril e de saída das praias. O serviço de restauração mais próximo é a Casa da Praia, ao lado do estacionamento.

    BÁTEGA acontece em espaço público adjacente a uma praia naturista. É proibido tirar fotografias. O controlo de bilhetes acontece à chegada e o público estará sentado numa área delimitada com assentos individuais; não sendo possível, contudo, restringir o visionamento do espetáculo à distância por outros banhistas.

    Contacto:

    correio@outro.pt
    +351 938 100 920

direção artística e de projeto, dramaturgia Sílvio Vieira
direção de produção Daniela Leitão
cenografia, adereços e desenhos Rafael dos Santos

cocriação e interpretação Anabela Ribeiro, Catarina Rabaça, Celso Pedro e João Oliveira
figurinos Marine Sigaut
vídeo Miguel De
assistência de cenografia e produção Catarina Sousa
fotografia Bruno Simão
engenheiro de segurança Fernando Rodrigues
previsões meteorológicas IBERMETEO

produção outro
com o apoio República Portuguesa | Cultura, Juventude e Desporto, Fundação GDA, Câmara Municipal de Almada
residência artística Cineteatro Louletano
parceiros CaparicaMar — Associação Juvenil de Resgate e Salvamento da Caparica, Junta de Freguesia Costa de Caparica, Coffeepaste, Polo Cultural Gaivotas | Boavista

agradecimentos Agostinho Santos, Cajó Cardoso, Carlos Malta, Ceci Graterol, Churrasqueira Nova Era, Dona Inocência, Tânia Guerreiro

GÉNESE

Faz sentido salientar, primeiramente, dois elementos do projeto anterior — ZÉNITE, coprodução com o Teatro Nacional D. Maria II — que ficam para a posteridade e que são estruturantes para BÁTEGA:

  1. O Teatro Zénite, uma plateia móvel de 35 blocos de cimento construída no âmbito de ZÉNITE (2024), a partir do entulho das obras do TNDMII, e que pretendemos deslocar simbolicamente (um destes blocos) até à costa atlântica em 2026 para a realização de BÁTEGA. Permanece fortemente simbólica a ideia de trazer às costas um Teatro de cimento.

  2. O questionário Perguntas para o teatro mais inexperiente do mundo, ao qual responderam mais de 300 pessoas de todo o território nacional, com hábitos culturais e desejos para um teatro do futuro, e cujo tratamento informa alguns dos aspetos mais relevantes de BÁTEGA. A maioria dos participantes:

  • Destaca a importância de um teatro experimental, inovador, sustentável e acessível.

  • Considera que o teatro não deve ser apenas um recinto para espetáculos, mas um espaço vivo dentro da comunidade.

  • Vê no teatro um lugar de reflexão e transformação social, mais do que de entretenimento.

¹ uma análise mais profunda das respostas a este questionário fará parte de uma edição impressa com diversos materiais da trilogia ARENA-EQUADOR-ZÉNITE e da Trilogia Azul.

Foi a partir destes elementos, e seguindo um desejo que tem orientado a atividade da estrutura — o de desafiar o modelo convencional de criação e apresentação de espetáculos —, que surgiu BÁTEGA, um espetáculo que tem o oceano como palco da ação teatral. Concretamente, faremos uso das dificuldades técnicas previstas (acústicas, elétricas, entre outras que hão de surgir), explorando livremente as linguagens não verbais sob o guarda-chuva do teatro físico.

É impossível separar a criação dos nossos espetáculos da produção criativa que os sustenta. Criar para o exterior, aprendemos, é encorajar a transformação que o espaço traz a todos os domínios do fazer teatral. Não pretendemos trazer o interior de um teatro para o exterior. Devemos, antes, e como escreve Jazmín Beirak, “tirar a cultura dos seus lugares habituais”. Perseguimos ideias experimentais e diferenciadoras, por acreditarmos que abrem espaço à investigação e inovação para um outro teatro, nos domínios da estética/linguagem, método e possibilidade.

Ler a nota de intenções para o quadriénio 2025-28.

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