TOPOGRAFIA DO SONHO /2026

Espetáculo feito com adolescentes de Montalegre, e parte do projeto maior Rota do Sentir. Um manifesto do mal-estar juvenil que explora a tensão entre o devir adolescente e o dever, ou a depressão anunciada entre o desejo e a eficácia. Enquadrado na paisagem dos Parques Naturais de Peneda Gerês e Montesinho, o projeto tem como eixo a relação homónima entre duas naturezas: a "natural", associada à paisagem, e a humana.

Ler a nota de intenções para o quadriénio 2025-28.

em construção ●  portal de recursos

direção artística e de projeto, texto e encenação Sílvio Vieira
espetáculo criado com a participação de adolescentes de Montalegre em diversos departamentos, dentro e fora de cena
cenografia Rafael dos Santos
vídeo Miguel De
desenho de luz Luís Silva
direção de produção Daniela Leitão

uma produção outro com a Rota do Sentir

Rafael dos Santos, esmalte, grafite e pastel de óleo sobre papel, 21 x 29,7 cm, 2025

ESTE ESPETÁCULO

Topografia do Sonho é um espetáculo construído a partir das biografias, inquietações e paixões de um grupo de adolescentes de Montalegre. Parte integrante do projeto Rota do Sentir, configura-se como um manifesto do mal-estar juvenil, explorando a tensão profunda entre o devir adolescente (o que se quer ser) e o dever (o que a sociedade exige), ou a depressão latente que nasce do choque entre o desejo e a eficácia.

Inspirado na paisagem dos Parques Naturais de Peneda-Gerês e Montesinho, o projeto explora como eixo estético e dramatúrgico a relação entre duas naturezas: a "natural", verde, telúrica e paisagística, e a natureza humana, sobretudo na fase da adolescência, altura de escolhas determinantes que constituem não só a profissão de cada um como o tecido laboral e cultural da sociedade futura — o que queremos ser?

Esta analogia entre duas naturezas — a natural e a humana — é o principal motor da criação deste espetáculo, e permeará todos os departamentos da investigação e criação de Topografia do Sonho, desde o texto, passando pela cenografia, vídeo e som.

Este espetáculo não é feito apenas para o público jovem. Queremos que seja um espelho erguido diante dos adultos que agora constroem o mundo e que os adolescentes de hoje estão em vias de herdar. A figura dos pais é presença constante e implícita: são eles a face visível de uma realidade esquemática e, já em parte, pretérita. Pretende-se que o espetáculo encontre ressonância junto de espectadores dos 16 aos 60 anos. Ao convocar a casa-família e a escola como espaços de ação, questionamos qual a medida justa da nossa adaptação à realidade. É nessa encruzilhada que este projeto se move, procurando entre o desejo de pertença e a necessidade de fuga uma possível resposta para o mistério natural e original: o de existir.

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